Nos encontramos e percebemos que nunca mais tínhamos rido tanto. Nunca mais tínhamos sido tão bobos. E nunca mais o tempo tinha passado tão rápido.
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
muita alegria pra muito mais tédio
Nos encontramos e percebemos que nunca mais tínhamos rido tanto. Nunca mais tínhamos sido tão bobos. E nunca mais o tempo tinha passado tão rápido.
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
morri aos 18 anos*
Eu nasci, no último dia do ano, o médico deu tapinha na minha bunda, e eu chorei. Um bebê frágil e amarelo. Um franguinho com pouco mais de três quilos. Conheci minha mãe, me alimentaram e me recuperei da tal fragilidade física. Nunca fui uma criança muito fácil de lidar, mas existiam piores do que eu. Meu raciocínio não se desenvolveu muito rápido. Quem sabe tenha sido pelo fato de eu sofrido queimaduras de primeiro e segundo graus, em menos de 5 anos de existência. Ainda sou lerdo até os dias de hoje, mesmo sabendo que tenho inteligência considerável. Fui levado ao médio e fizeram exames em mim, com suspeita de eu ter algum distúrbio mental, já que colecionava caixas de fósforo, ao invés de brincar com brinquedos normais. Nada foi detectado. Joguei bola. Pulei muros. Esfolei o dedão do pé. Tive muitos carrinhos e fazia meus bonecos de massa. Roubei doces na vendinha. Soltei pipa. Brinquei com meus piões. Tazos. Ioiôs. Chimbras (que equivalem a bolas de gude). Joguei Nitendo. Assisti a muitos desenhos. E fui viciado em Cavaleiros do Zodíaco. Me destaquei com meus desenhos. E cheguei a pensar que teria algum futuro com isso. Sei lá, talvez me rendessem algum dinheiro e reconhecimento. Talvez. Passei de ano sem precisar estudar com muito empenho, no geral, foi assim. E ainda cobrava quando queriam meus serviços para trabalhos escolares. Soquei muitos moleques da escola e tirei sangue de muitos narizes. Desrespeitei professores e matei muitas aulas chatas. Ganhei muitas suspensões e fui expulso diversas vezes. Devo ter estudado em uns quatro colégios diferentes. Não tive muita aptidão para esportes, principalmente para o futebol. Apanhei. Nunca do meu pai. Sim da minha mãe (e dos que não conseguia bater). Mas sempre tive preferência por ela, em disparado! Na verdade. Nem sabia como era ter um pai. De verdade. Presente. Nunca sofri por isso. Cresci, cheguei aos 190 centímetros de altura. Fui um adolescente idiota, como são todos os adolescentes. Por sorte, não fui espinhento. Me defini por música, amigos, cabelo e atitudes (ou pela falta delas).
Agora, não tenho mais 7 anos, nem 10, nem 15, nem 18... Tenho 20, e a melhor época passou. Me apresentaram a vida cruel, injusta, difícil... e eu morri. Amigos? Aventuras? Perigos? Despreocupação? Nada é o mesmo.
Estou sem grandes expectativas. Sou pressionado e cobrado a todo o tempo. Entediado. Sem grandes compromissos. Rabugento e questionador. Buscando por alguma paz. À espera de ser ressuscitado.
(Este é um pouco do meu único-irmão-porre-mais-novo-preferido, por minhas palavras de irmã chata e briguenta.)
*É o que ele mesmo diz.
Domingo, 10 de Maio de 2009
a oradora
Gostaria de dizer que me sinto muito honrada, por hoje estar aqui, homenageando e representando a turma que julgo estar entre umas das mais especiais que já passaram pela Universidade Federal de Alagoas.
Bom, antes de entrar na universidade, devo dizer que eu tinha uma ideia um pouco confusa e limitada, quanto ao que iria encontrar lá dentro, quando se desse início o primeiro ano letivo. E o que me vinham em mente eram adolescentes inconseqüentes, loucos por festas e mais festas, sem a pretensão de assumirem grandes responsabilidades. Não que depois de o curso ter acabado, eu tenha apagado completamente essa ideia da cabeça. Mas, com o passar do tempo, vi que o que se ganha na Universidade, são mais do que momentos passageiros. Hoje, falo por mim, falo por nós: o que ganhamos vai além disso; nós saímos de lá com a sensação de estarmos mais completos, de termos acrescentando experiências significativas em nossas vidas e de termos conquistado grandes amigos que, possivelmente, sempre estarão presentes, de alguma forma.
Somos guerreiros! Afinal, creio que para a maioria de nós, não foi fácil enfrentar o COS durante estes quatro últimos anos. Encarar o bloco de Comunicação Social foi um tanto complicado em diversos momentos, considerando-o não ser o que possui os melhores recursos para auxiliar os alunos em suas atividades. (E espero que essa seja uma situação a ser mudada brevemente.) Não foi fácil enfrentar determinados professores mal humorados, ausentes, e, muitas vezes, incompreensivos. Não foi fácil fazer trabalhos complexos, em tempo recorde: fichamentos, provas, pesquisas, planejamentos, projetos... Entre outras muitas coisas, até chegar no bendito TCC. Não foi fácil enfrentar dias exaustivos, conciliando estágio e Universidade. Não foi fácil, sequer, conseguir um estágio. Não foi fácil administrar as nossas vidas, com um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Sobretudo, em nossas mentes. Conflitos dentro de nós, numa mescla de sensações e sentimentos; incerteza, angústia, desmotivação, dúvida, ansiedade, alegria, decepção, tristeza, esperança... A realidade bem na nossa frente. Não foi fácil manter tudo isso sob controle. Não foi fácil. Mas quem foi que disse que seria fácil? Querer alcançar objetivos de vida, requer força de vontade, dedicação e superação. Foi isso que nos trouxe esperança diante destes momentos não tão fáceis. A certeza de que, ao final de tudo, eles seriam merecidamente compensados.
Virando o outro lado da moeda; fomos privilegiados. Encontramos grandes professores, dignos de admiração e respeito, aos quais seremos eternamente gratos. E tivemos momentos inesquecíveis, ao lado de pessoas maravilhosas, que aprendemos a amar, no decorrer do tempo.
Apesar de não me faltar vontade, não listarei estes momentos aqui, sabendo que são muitos. Deixo que cada um os guarde na lembrança, e recorde quando sentir falta de seus amigos que já não terão ao lado todos os dias.
Logo mais, estaremos com nossos diplomas em mãos. E o que faremos...? Sabemos que para conquistar nosso devido espaço no mercado de trabalho lá fora, teremos que percorrer por um caminho árduo, em busca de reconhecimento e evolução da nossa capacidade de desempenhar tudo aquilo que nos foi passado enquanto estudantes. Se fomos capazes de chegar até aqui, somos capazes de irmos muito mais além. Somos capazes de enfrentar, com honestidade e valentia, o que for preciso para a conquista do nosso sucesso profissional merecido.
Eu poderia ficar falando e falando, sobre o que nossa profissão representa para nós, e o significado do compromisso que assumimos com sociedade a partir de agora. Sobre seus valores, sua relevância em todos os aspectos das relações pessoais e de trabalho. Etc., etc. ... Mas acho que vocês ainda lembram do quanto tudo isso foi debatido em sala de aula. Pulemos essa etapa e vamos ver o que acontece na prática.
Muitos de vocês já devem ter se perguntado o que irão fazer da vida a partir de agora... e não tiveram uma resposta muito clara, ou nenhuma. Certamente, não são os únicos. Então, para estes eu quero dizer: bem-vindos ao clube. Insegurança é parte normal, em situações determinantes em nossas vidas. A certeza que temos é de que queremos ser pessoas realizadas e felizes. Temos aqui o resultado de um processo que deixaremos para trás, a fim vislumbrar novos horizontes e superar novas metas. Levamos o conhecimento e a vontade de querer sempre mais, o melhor.
Somos profissionais da Comunicação! Vamos correr atrás e mostrar eficiência. Mostrar o que queremos. Para quê viemos, sendo éticos e coerentes. Construir nosso futuro.
Vamos dar sentido a tudo isso.
E, para finalizar este discurso, parafraseio nosso querido amigo (Victor): vocês são jovens!
Desejo sucesso para todos nós.
Obrigada.